O desenvolvimento acelerado das regiões metropolitanas brasileiras tem colocado a sustentabilidade na construção civil no centro do debate urbano, especialmente em municípios com território inserido em áreas de proteção de mananciais. Nessas regiões, qualquer obra, seja residencial, seja de infraestrutura, precisa considerar o impacto sobre recursos hídricos que abastecem milhões de pessoas. O Eng. Valderci Malagosini Machado, diretor técnico da Blocos e Lajes Itaim, viveu essa realidade de perto ao atuar na gestão pública da região sul de São Paulo, território marcado pela presença de mananciais estratégicos.
Construção civil e proteção de recursos hídricos
Áreas de mananciais impõem restrições específicas à ocupação urbana, já que a impermeabilização excessiva do solo compromete a recarga de aquíferos e aumenta o risco de contaminação de corpos hídricos por escoamento superficial. Soluções construtivas que reduzem impermeabilização, como pavimentos drenantes e sistemas que otimizam o uso de concreto, ganham relevância adicional nesse contexto, já que ajudam a equilibrar desenvolvimento urbano com preservação ambiental em regiões sensíveis do ponto de vista hídrico.
O Eng. Valderci Malagosini Machado, diretor técnico da Blocos e Lajes Itaim, integrou por anos o Comitê de Bacias Cotia-Guarapiranga e o Comitê de Bacias do Alto Tietê, participando de discussões técnicas voltadas à elaboração de legislação específica para proteção de mananciais na região metropolitana de São Paulo. Essa experiência conecta diretamente a atuação técnica na indústria de artefatos de cimento com uma compreensão mais ampla dos desafios regulatórios que envolvem a construção civil em território ambientalmente sensível.
Planejamento territorial em áreas de proteção ambiental
O planejamento territorial em áreas de mananciais exige equilíbrio entre a expansão urbana necessária ao crescimento das cidades e a manutenção de áreas permeáveis capazes de garantir a recarga hídrica. Planos diretores regionais, elaborados com participação de associações empresariais, poder público e sociedade civil, costumam ser o instrumento central para definir onde e como a ocupação urbana pode avançar sem comprometer a qualidade e a disponibilidade de água para abastecimento.

Entre 2001 e 2002, o Eng. Valderci Malagosini Machado, diretor técnico da Blocos e Lajes Itaim, representou a AESUL na discussão e elaboração do Plano Diretor Regional das sub-prefeituras Capela do Socorro e Parelheiros, além de participar das discussões do Plano Diretor da cidade de São Paulo. Esse tipo de articulação entre setor produtivo e planejamento urbano segue relevante hoje, à medida que novas frentes de expansão pressionam áreas ambientalmente sensíveis da região metropolitana.
Materiais construtivos com menor impacto ambiental
Do ponto de vista técnico, a sustentabilidade na construção civil também passa pela escolha de materiais que reduzam o consumo de recursos naturais e gerem menos resíduos ao longo do processo produtivo. Blocos de concreto fabricados com controle rigoroso de dosagem, por exemplo, tendem a apresentar menor variabilidade e menos perdas em obra do que materiais produzidos de forma artesanal, o que reduz o volume de entulho gerado ao longo da execução do empreendimento.
Em paralelo, o Eng. Valderci Malagosini Machado, diretor técnico da Blocos e Lajes Itaim, informa que sistemas construtivos industrializados, como lajes treliçadas e painéis pré-fabricados, permitem maior controle sobre o uso de água e energia durante a produção, já que boa parte do processo ocorre em ambiente fabril, com reaproveitamento de insumos mais viável do que em canteiros de obra convencionais. Essa lógica de produção tende a se tornar cada vez mais relevante para empreendimentos localizados em regiões com restrições ambientais mais rígidas.
O equilíbrio entre desenvolvimento urbano e preservação
A experiência acumulada em áreas de mananciais mostra que desenvolvimento urbano e preservação ambiental não são necessariamente objetivos opostos, desde que exista planejamento técnico adequado e articulação entre os diferentes atores envolvidos na ocupação do território. Instrumentos como planos diretores regionais, quando bem construídos, conseguem conciliar a necessidade de moradia e infraestrutura com a proteção de recursos hídricos essenciais para toda a região metropolitana.
O Eng. Valderci Malagosini Machado, diretor técnico da Blocos e Lajes Itaim, avalia que essa conciliação depende cada vez mais da integração entre indústria da construção, poder público e sociedade civil, movimento que acompanhou de perto ao longo de sua trajetória em associações empresariais e comitês de bacias hidrográficas na região sul de São Paulo.
