Guilherme Campos é um dos empreendedores que acompanham o processo de verticalização da região de perto, não como observador, mas como parte ativa da transformação urbana que Boa Vista está vivendo. Para o desenvolvedor imobiliário, o crescimento da capital roraimense não é um fenômeno passageiro, mas o resultado de fatores estruturais que vieram para ficar.
Afinal, quem acompanha o ritmo das obras em Boa Vista nos últimos anos percebe algo diferente no horizonte da cidade. Não é apenas quantidade: é o tipo de construção que está mudando. Prédios residenciais, condomínios fechados e loteamentos com infraestrutura completa começaram a ocupar espaços que, até há pouco tempo, ainda eram terrenos baldios nas bordas da malha urbana.
O que está impulsionando a expansão urbana de Boa Vista?
Boa Vista tem uma particularidade que a diferencia de outras capitais da Região Norte: um traçado urbano planejado desde a origem, com avenidas largas e uma lógica radial que facilita a expansão ordenada. Na prática, o que impulsiona a expansão atual é uma combinação de fatores como o aumento populacional, o crescimento da renda média, a ampliação do acesso ao crédito imobiliário e uma demanda habitacional que o estoque existente ainda não consegue suprir.
Sob a ótica do investidor Guilherme Campos, Roraima tem, de fato, uma das menores ofertas de imóveis formais por habitante entre os estados brasileiros, criando um gap expressivo entre o que existe e o que a população precisa.
Loteamento planejado ou condomínio fechado: qual faz mais sentido?
Os loteamentos planejados oferecem acesso à propriedade do terreno com custos de entrada menores, liberdade construtiva e, em projetos bem executados, infraestrutura de qualidade já instalada. Por isso, para quem quer construir no próprio ritmo e garantir valorização progressiva, esse modelo tem vantagens concretas.

Os condomínios residenciais fechados entregam um pacote mais completo de segurança e convivência. O custo é maior, mas o perfil do comprador também é diferente: famílias que buscam praticidade e um padrão de vida que o mercado aberto de Boa Vista ainda oferece de forma limitada.
Guilherme Campos atua nos dois segmentos com foco em projetos que equilibram a viabilidade financeira para o comprador e qualidade real de entrega. O empresário entende que parte do trabalho de quem desenvolve empreendimentos na região é mostrar o que um projeto bem feito pode oferecer.
Valorização imobiliária em Roraima: o momento ainda é favorável?
O mercado imobiliário de Boa Vista ainda opera com preços abaixo do patamar de capitais com perfil de crescimento semelhante. O potencial de valorização para quem compra agora é real, especialmente em loteamentos localizados nos vetores de expansão da cidade.
Assim como aponta o desenvolvedor imobiliário Guilherme Campos, o risco está na escolha do empreendimento. Isso porque projetos sem infraestrutura garantida ou com regularização fundiária incompleta tendem a frustrar as expectativas. Por isso, a escolha do desenvolvedor importa tanto quanto a do próprio imóvel.
O que esperar do mercado nos próximos anos?
A demanda habitacional em Boa Vista deve seguir aquecida enquanto o crescimento populacional se mantiver acima da média nacional. Isso acontece porque a chegada de novas empresas, a expansão do setor público e o crescimento do agronegócio no interior do estado continuam alimentando o fluxo migratório em direção à capital.
Guilherme Campos construiu reputação no mercado local por entregar projetos com regularidade jurídica, infraestrutura real e localização estratégica. Para o investidor, esses atributos são a base mínima para que um empreendimento entregue o que promete. O desenvolvedor imobiliário representa o perfil de quem chegou cedo, planejou com cuidado e colhe resultados consistentes num mercado que ainda tem muito espaço para crescer.
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Autor: Diego Rodríguez Velázquez
