A recuperação tributária deixou de ser apenas uma ação pontual para se tornar parte da estratégia financeira de empresas que buscam crescimento sustentável, expõe Victor Boris Santos Maciel, tributarista e conselheiro empresarial, CEO da VM Associados. Ao contrário do que muitos imaginam, a recuperação tributária não se resume a “receber dinheiro de volta”. Ela está diretamente conectada à performance financeira, pois influencia indicadores como fluxo de caixa, margem operacional e capacidade de reinvestimento. Quando integrada ao planejamento financeiro, essa prática deixa de ser corretiva e passa a ser estratégica, alinhando eficiência fiscal com decisões de crescimento.
Se a sua empresa busca melhorar resultados sem aumentar riscos, este é um ponto de partida relevante e que merece atenção imediata. Venha saber mais no artigo a seguir!
Por que a recuperação tributária impacta diretamente o caixa?
Na prática, a recuperação tributária consiste na identificação e utilização de créditos fiscais decorrentes de pagamentos indevidos ou a maior, além de distorções na aplicação da legislação ao longo do tempo. Esses créditos podem ser compensados com tributos futuros ou, em alguns casos, ressarcidos, liberando recursos que já pertencem à empresa, mas permaneceram imobilizados.

Do ponto de vista financeiro, esse processo tem efeito imediato sobre o caixa. Em vez de buscar capital externo ou recorrer a linhas de crédito, a empresa passa a contar com recursos próprios, reduzindo custos financeiros e melhorando sua liquidez. Conforme alude Victor Boris Santos Maciel, esse movimento é especialmente relevante para empresas em expansão, que precisam sustentar o crescimento sem comprometer a saúde financeira.
Quando a recuperação deixa de ser pontual e vira estratégia?
Empresas que utilizam a recuperação tributária apenas como ação isolada tendem a perder parte do seu potencial estratégico. Quando esse processo é integrado ao planejamento financeiro e tributário, ele passa a apoiar decisões como expansão de operações, modernização de equipamentos e até reestruturação de processos internos.
Nesse contexto, a recuperação se conecta diretamente ao conceito de crescimento saudável, no qual o aumento de faturamento vem acompanhado de controle de custos, margens equilibradas e gestão de riscos. Segundo o especialista em planejamento tributário, Victor Boris Santos Maciel, empresas que estruturam esse processo de forma contínua conseguem criar ciclos virtuosos: recuperam créditos, fortalecem o caixa, investem em eficiência e, com isso, reduzem novas perdas tributárias no futuro.
A importância do diagnóstico para evitar riscos fiscais
Embora a recuperação tributária represente uma oportunidade financeira, ela precisa estar ancorada em um diagnóstico tributário bem estruturado. Isso porque, a simples busca por créditos, sem revisão de enquadramentos e processos, pode gerar riscos fiscais e questionamentos futuros por parte do fisco.
Victor Boris Santos Maciel explica que o diagnóstico funciona como um verdadeiro raio-x da operação: analisa regimes de tributação, bases de cálculo, classificação fiscal, cumprimento de obrigações acessórias e integração entre áreas contábil, fiscal e financeira. Esse mapeamento é essencial para garantir que a recuperação seja legítima e sustentável.
A combinação entre diagnóstico e recuperação é o que diferencia empresas que apenas corrigem erros pontuais daquelas que constroem uma estrutura de conformidade e eficiência. Dessa forma, além de recuperar valores, a empresa reduz a probabilidade de autuações e contingências que poderiam comprometer resultados futuros.
Como integrar recuperação e planejamento financeiro?
O verdadeiro ganho da recuperação tributária ocorre quando ela é tratada como parte do ciclo de gestão financeira. Isso significa incluir a análise de créditos e riscos fiscais no planejamento orçamentário, na projeção de fluxo de caixa e na definição de prioridades de investimento, informa o CEO da VM Associados Victor Boris Santos Maciel.
Ao fazer essa integração, a empresa consegue antecipar impactos positivos no caixa e utilizá-los de forma estratégica, seja para reduzir endividamento, fortalecer reservas ou financiar novos projetos. Além disso, essa visão integrada permite avaliar como mudanças operacionais e societárias podem afetar a carga tributária e, consequentemente, a performance financeira.
Eficiência tributária como pilar da saúde financeira
A recuperação tributária, quando bem conduzida, vai muito além de recuperar valores pagos indevidamente. Com uma abordagem estratégica, como resume Victor Boris Santos Maciel, a eficiência tributária deixa de ser apenas uma obrigação legal e passa a ser um pilar da gestão moderna, conectando conformidade, performance e expansão de forma equilibrada. Para empresas que buscam crescer com segurança e previsibilidade, esse é um caminho que merece atenção contínua.
Autor: Latos Simys
