O Brasil criou 165.827 empregos formais em agosto de 2026, segundo os dados do Novo Caged divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego em 29 de setembro. O resultado corresponde à diferença entre 2.294.563 admissões e 2.128.736 desligamentos registrados no mês.
Apesar do saldo positivo, o desempenho acumulado no ano mostra uma desaceleração em relação a 2025. Entre janeiro e agosto, o país abriu 1.134.033 postos de trabalho com carteira assinada, número 25,2% menor que o observado no mesmo período do ano anterior.
Os dados oficiais estão disponíveis na divulgação do Ministério do Trabalho e Emprego. A Agência Brasil também destacou a expansão mensal e a diferença entre o resultado de agosto e o acumulado de 2025.
Resultado de agosto supera o de julho
O saldo de agosto representa uma melhora em relação a julho, quando foram criadas 58.568 vagas formais. A diferença entre os dois meses indica uma retomada do ritmo de geração de empregos no período, embora o resultado acumulado ainda permaneça abaixo do registrado no ano passado.
O estoque de empregos formais chegou a 48.244.696 vínculos em agosto. Esse indicador representa o total de relações de trabalho com registro formal consideradas pelo Novo Caged no período e ajuda a dimensionar a presença do emprego com carteira assinada no mercado brasileiro.
O salário médio real de admissão foi de R$ 2.410,74. O valor considera os trabalhadores admitidos no mês e oferece uma referência sobre a remuneração inicial dos novos vínculos formais registrados no país.
Serviços lideram a abertura de vagas
O setor de Serviços foi o principal responsável pelo saldo positivo de agosto, com 110.346 novos postos. A atividade reúne segmentos diversos da economia e respondeu pela maior parte das contratações líquidas realizadas no mês.
Também houve geração de empregos na Construção, na Indústria, no Comércio e na Agropecuária. Com resultados positivos nos cinco grandes setores analisados pelo Novo Caged, o desempenho de agosto apresentou distribuição ampla entre as principais áreas da economia brasileira.
A abertura de vagas não ficou concentrada em apenas uma parte do território nacional. Todas as cinco regiões brasileiras registraram saldo positivo no mês, enquanto 24 das 27 unidades da Federação tiveram mais admissões do que desligamentos.
São Paulo lidera entre os estados
São Paulo apresentou o maior saldo estadual em agosto, com 42.533 novas vagas formais. O resultado paulista foi seguido pelo Rio de Janeiro, que abriu 20.886 postos, e por Pernambuco, com saldo de 13.428 empregos.
Embora a maioria das unidades federativas tenha registrado crescimento, três estados tiveram saldo negativo: Rio Grande do Sul, Rondônia e Espírito Santo. Nesses locais, o número de desligamentos superou o de admissões no balanço mensal.
O recorte regional mostra que a geração de empregos ocorreu de maneira abrangente, mas com intensidades diferentes entre os estados. A liderança de São Paulo e os resultados expressivos do Rio de Janeiro e de Pernambuco contribuíram de forma relevante para o saldo nacional.
Mercado formal combina expansão e desaceleração
Os números de agosto apresentam dois movimentos simultâneos no mercado de trabalho brasileiro. No curto prazo, houve aceleração na criação de vagas em comparação com julho, com saldo de 165.827 empregos formais. No acumulado do ano, porém, a quantidade de postos criados ficou 25,2% abaixo da registrada nos oito primeiros meses de 2025.
Essa diferença exige uma leitura cuidadosa dos dados. O resultado mensal positivo indica que empresas continuaram ampliando o quadro de trabalhadores com carteira assinada, enquanto a comparação anual aponta um ritmo mais moderado de geração de postos em 2026.
O Novo Caged é a base oficial utilizada para acompanhar admissões, desligamentos e estoque de empregos formais no Brasil. A divulgação de agosto reúne os resultados nacionais, setoriais e estaduais, permitindo acompanhar a evolução do mercado de trabalho e as diferenças entre as regiões do país.
